Prefeitura não atrasa convênios com hospital. Atraso de salários é problema de gestão
A secretaria Municipal de Saúde, através da secretária Cida Belli, se manifestou em relação às informações repassadas pelo administrador do Hospital de Azambuja, padre Nélio Schwank. Através de um informe distribuído à população no último final de semana, dados contidos no panfleto indicam que o Hospital de Azambuja apresenta um déficit mensal de R$ 200 mil. Esses dados foram coletados em março. O valor pago pelo Hospital aos serviços contratados, via Sistema Único de Saúde (SUS), é bastante diferente dos valores repassados pela tabela Federal.
Por exemplo:
- No tratamento de apendicite aguda, o hospital paga R$ 1.717,62. O SUS repassa R$ 18,39;
- Para AVC (Acidente Vascular Cerebral), o hospital paga R$ 1.683,78 e o SUS R$ 665,71;
- A cesariana, para o hospital, tem um custo de R$ 727,34. O Sus repassa R$ 419,88;
- O tratamento da cólica renal custa R$ 1.186,78 para o hospital. O SUS repassa R$ 205,78;
- A curetagem pós parto custa, para o hospital, R$ 363,31. O valor pago pelo SUS é R$ 109,21;
- A doença pulmonar obstrutiva crônica custa R$ 2.374,19 para o hospital, que recebe, do SUS, R$ 646,62;
- A gastroenterite pediátrica custa ao hospital R$ 540, 81. O SUS repassa R$ 309,40;
- A hemorragia digestiva custa R$ 662,03 para o hospita. Para o SUS, R$ 355,52;
- A hernioplastia inguinal sai por R$ 583,97 para hospital, quer recebe R$ 306,55 do SUS;
- A histerectomia total (retirada do útero) custa R$ 1.165,32 para o hospital. O SUS paga R$ 412,32;
- O parto normal sai por R$ 596,58 no hospital. O SUS repassa R$ 324,64 para o mesmo procedimento;
- A pneumonia sai para o hospital R$ 1.757,05. Para o SUS, R$ 592,26;
- O trauma crânio encefálico custa R$ 11.765,91 para o hospita. Para o SUS, R$ 6.445,22
Conforme padre Nélio, esses são apenas alguns procedimentos exemplificados. Outra comparação é que 30% da receita de outros convênios e particulares, representa 70% do recebido do SUS.
A secretária Cida disse em entrevista à Rádio Cidade que concorda quanto à defasagem na tabela do SUS, e que este não é um problema exclusivo de Brusque, mas sim Nacional, e que tais valores tabelados só podem ser reajustados pelo governo Federal.
Quanto a declaração do padre Nélio, de que os salários dos médicos que atendem pelo SUS no Hospital de Azambuja estariam atrasados há 8 meses, a secretária Cida Belli contesta. Segundo ela, a secretaria de Saúde "em momento algum atrasou os valores repassados do convênio para com o hospital. E, se existe este atraso, essa é uma questão da própria gestão do hospital de Azambuja em esclarecer aos seus profissionais da área o que está acontecendo. Culpa da prefeitura é que não é", afirmou Cida Belli.
Na gestão municipal passada, o convênio era de apenas R$ 30 mil mensais e, mesmo assim, esse valor estava atrasado há vários meses. Com a administração atual, o convênio teve um sobressalto de R$ 30 mil para quase R$ 400 mil/mês, e sem atrasos.
Na gestão passada, gestantes eram obrigadas a dar à luz em Penha, porque o setor de pediatria não funcionava no hospital. Hoje, funciona, e as futuras mamães não precisam mais passar por nenhum tipo de constrangimento na hora de dar à luz. "Avanços precisam ser feitos sim. Mas, longe de alguém afirmar que a saúde está péssima em Brusque. É cometer um equívoco e não querer ver o que já foi feito", finalizou Cida.



